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Conversando sobre Racismo

  • Silvana Rocca
  • 21 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

A coisa tá preta”. “Samba do crioulo doido”. “Inveja branca”. “Curativo cor da pele”.


Esses, entre tantos outros chavões preconceituosos utilizados pela mídia e socialmente, indicam um racismo estrutural.


O racismo estrutural é um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas presentes no dia a dia da população, promovendo mesmo que sem intensão, o preconceito racial.


O racismo anda de mão dadas com o preconceito pois, ambos pré-julgam sem conhecimento ou seriedade uma pessoa, situação ou um objeto a ser analisado.


Durante muito tempo, termos como: “Ela é uma mulata bonita”, fez parte do vocabulário de brancos, o que pouca gente sabe é que a expressão “mulata” se refere ao animal mula, que é um animal que nasce do cruzamento entre o jumento e a égua. No período da escravidão, muitas mulheres negras eram abusadas por seus patrões, e seus filhos eram chamados mulatos, em alusão as mulas.


Muitas falas de brancos e de até alguns negros foram usadas de forma onde a ignorância imperou.


A falta de um estudo profundo sobre a população negra, trouxe de uma forma sutil, esse rebaixamento, que grande parte da população utiliza e por vezes nem se apercebe.


Freud em O Mal-estar na civilização, nos faz questionar padrões estabelecidos na sociedade e aborda os conflitos entre o indivíduo e a sociedade.


A psicologia social, resgata a originalidade da cultura e acredita que a representatividade dos negros é importante para que, os sentimentos negativos de inferioridade e baixa estima vivenciados, se transformem em ações, conceitos e palavras não violentas, que valorizem a cultura de um pais, onde mais de 50% da população se declara negra.


Ter a compreensão que alguém pode estar abaixo ou acima de um ser humano é uma questão que não envolve somente as questões sociais ou legislativas, mas tem a ver também com conflitos psíquicos.


A psicoterapia promove um olhar para si, e conduz esse olhar para o mundo.

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